domingo, 29 de outubro de 2017

sábado, 28 de outubro de 2017

Filme: A filha do pai

A Filha do Pai (2011): Enquanto caminhava para levar o almoço para seu pai, Patricia (Astrid Bergès-Frisbey) conhece Jacques (Nicolas Duvauchelle). Ela tem 18 anos, ele 26. Ela é uma moça bela e bem educada, ele é um charmoso piloto de avião. Eles se reencontram pela segunda e última vez em uma romântica noite de luar. Após isso, Jacques é enviado para combater na Segunda Guerra Mundial. Algum tempo depois, Patrícia descobre que está grávida. Seu pai ficará dividido entre seu senso de honra e o profundo amor que sente por sua filha.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Meu próprio pai

Quando eu ainda tinha mãozinhas gordas e bracinhos fofos, me lembro de levar até a minha mãe meu cobertor favorito. Ela chorava na cama uma desilusão amorosa. Lembro que ela sempre chorava quando eu lhe pedia pra ter um pai. Ela chorava quando estávamos sozinhos em casa. Percebi que era algo forte demais de pedir. Ter um pai. Eu queria ter um pai que me pegasse no colo na saída do colégio. Que me ensinasse a fazer uma pipa. Que passasse a mão na minha cabeça, como via o pai dos meus amigos fazer. Que me assistisse em apresentações escolares. Eu queria ter um pai porque todo mundo tinha pai menos eu. Porque eu queria ser normal.

É algo injusto de se pedir pra uma mãe. Percebo só agora. Ela se esforçou pra manter relacionamentos nos quais sofria, pra me dar um pai. Aguentou traições. Finalmente, convenceu um namorado a me registrar no cartório. Era pra ser meu pai. Mas nunca tive pai. Nunca dormi abraçado com um pai. Nunca ouvi “eu te amo” de um pai. Essas coisas que os pais fazem com os filhos. Nunca tive um pai me trazendo remédio pra tosse. Aprendi a andar de bicicleta depois de velho, com um amigo. Aprendi a dirigir com 20 anos. Nunca torci para um time de futebol, realmente. Essas coisas que os pais fazem com os filhos.

Não faz muito tempo, um amigo me contou essa história. Quando o filho de sete anos brincava de skate, caiu, ralou o joelho e começou a gritar de dor e susto. Naquele momento, o homem me contou que lembrou dele mesmo, quando criança, ralando o joelho e ouvindo do pai: “Não chora! Homem não chora! Engole o choro! Seja homem!”. Se abaixou, abraçou o filho e disse: “Pode chorar, filho. Eu sei que dói. Papai está aqui”. E enquanto a criança parava de chorar, o pai chorava emocionado. Lembrando do seu próprio pai. Imaginando seu próprio pai fazendo diferente. Ele estava curando seu trauma. Ele estava abraçando ele mesmo, quando era criança.

Quando durmo abraçado com minhas filhas estou dormindo comigo mesmo, quando eu era criança. Estou sendo o pai que eu não tive. Estou sendo meu próprio pai. Estou sendo alguém que minha mãe sempre quis pra ela. Alguém que sempre quis pra mim mesmo.

Enfim, conseguimos, mãe.

Marcos Piangers.

domingo, 22 de outubro de 2017

Emaús


Escola Inaugural com recepção aos cursistas do 10º Emaús e Missa na Paróquia da Glória.